Esquadrão antibomba acionado após homem aparecer em hospital com projétil da 2ª Guerra no intestino baixo

Uma equipe de pronto-socorro do Hospital Real de Gloucestershire, em Gloucester (Inglaterra), precisou chamar um esquadrão antibombas após um paciente dar entrada no local com um projétil de canhão alojado em seu reto, a última parte do intestino baixo, ou grosso. O caso aconteceu na última quinta-feira (2) e afligiu os médicos, pois havia um receio de que a munição explodisse a qualquer momento, levando todo mundo aos ares.

O homem, cuja identidade não foi revelada, é entusiasta de artefatos militares. De acordo com informações do jornal britânico The Sun, ele encontrou o objeto durante uma limpeza, quando escorregou e pousou sobre o projétil de 6 cm de diâmetro e 17 cm de comprimento, terminando nessa situação (essa é versão dele).

O objeto, segundo especialistas, foi utilizado pela Artilharia Real do Reino Unido na 2ª Guerra Mundial como munição antitanque. “Ele estava sentindo muita dor e acho que colecionava memorial militar”, disse uma fonte à publicação britânica.

Projétil de canhão da 2ª Guerra Mundial
Projétil encontrado no ânus do homem era usado como munição antitanque na 2ª Guerra Mundial (Reprodução/Polícia de Gloucestershire)

Projétil poderia “rasgar um tanque”, afirma fonte do Exército

A polícia local e as tropas do 11º Regimento de Descarte de Artilharia Explosiva chegaram rapidamente no hospital, mas o projétil alojado no homem já havia sido retirado. “Era um pedaço de chumbo pontudo e grosso, projetado para rasgar a blindagem de um tanque”, afirmou uma fonte do Exército britânico ao jornal The Sun. “[Mas] era basicamente um pedaço de metal inerte, então não houve risco de vida.”

O que o militar quer dizer é que a munição é sólida, como uma bala de revólver em tamanho grande, não explosiva, como uma ogiva de artilharia. Ainda hoje, munição sólida continua a ser uma opção antitanque, geralmente disparada de outros tanques.

Um porta-voz do hospital disse que a equipe chamou o esquadrão para assegurar que “não houvesse risco para pacientes, funcionários e visitantes”. “Todos os protocolos relevantes de segurança foram seguidos”, afirmou a comunicação do Hospital Real de Gloucestershire.

Apesar de todo o alarde, o homem já recebeu alta do hospital e deve ter uma recuperação rápida após o infeliz incidente com o projétil.

A história pode soar cômica (como outras envolvendo objetos alojados nessa área da anatomia humana), mas munição de guerras passadas é um problema sério na Europa. Até a nova Gigafrábrica da Tesla teve que passar por um procedimento de segurança por conta de projéteis não deflagrados encontrados em seu terreno.

Via The Sun

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