36 estados dos EUA processam Google por gerenciamento da Play Store

Google é alvo de uma ação antitruste iniciada nesta quarta-feira (7) por um grupo de procuradores-gerais de 36 estados dos Estados Unidos. Os estados processam a gigante da tecnologia pelo modo como a empresa gerencia a Play Store. Eles alegam danos aos consumidores e desenvolvedores dos aplicativos.

Esse é mais um problema regulatório enfrentado pelo Google. Entre os estados que entraram com a ação contra a companhia estão Utah, Nova York, Carolina do Norte e Tennessee, e o Distrito de Columbia.

No processo, os procuradores argumentam que o Google concentra um monopólio no mercado de distribuição de aplicativos para o sistema operacional Android, da própria empresa. O sistema operacional é usado na maioria dos smartphones pelo mundo.

Ainda na ação, há um destaque pelo favorecimento da companhia à Play Store, em relação a outras lojas de aplicativos disponíveis para o software. Os procuradores acrescentam que os desenvolvedores “não tem escolha razoável” a não ser distribuir seus aplicativos pela loja do Google.

A conduta, afirmam os estados, prejudica tanto consumidores quanto desenvolvedores, principalmente quando se trata de compras nos aplicativos. O Google cobra uma comissão nessas transações. Desenvolvedores já criticaram as práticas publicamente.

“O Google tomou medidas para fechar o ecossistema da concorrência e se inserir como intermediário entre os desenvolvedores de aplicativos e os consumidores”, dizem os procuradores-gerais dos estados que entraram com a ação contra a companhia.

O Google reduziu a comissão na Play Store para 15%. Imagem: Shutterstock

A gigante da internet cobrou, durante muitos anos, uma comissão de 30% pela venda dos aplicativos e compras dentro dos apps na Play Store. Algo que é destaque também no processo judicial que envolve a Epic Games e a Apple. Com a pressão, o Google reduziu a comissão para 15%, apenas no primeiro milhão gerado pelo desenvolvedor.

Em sua defesa, o Google argumenta que a Play Store ajuda desenvolvedores e consumidores. A empresa ainda destaca que há outras opções para os usuários de Android além da loja oficial de aplicativos do sistema operacional e que as taxas estão de acordo com outras do setor.

Via: Washington Post

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