A História da Colonia Getulio Vargas – Mário Andreazza, Bayeux

A Colônia Getúlio Vargas ela foi edificada no meio de uma floresta tropical, no bairro do Rio
do Meio, mas agora por conta do crescimento populacional do bairro o mesmo foi divido em
dois. E a instituição passou a pertencer o Conjunto Mário Andreazza. Primeiramente
denominada de Leprocômio daí ser conhecida popularmente como Leprosário, teve o início
de suas edificações em 1938 e sua fundação ocorreu no dia 12 de julho de 1941 e teve
este nome em homenagem o então presidente Getúlio Dornelles Vargas e o fundador fora o
interventor Dr. Rui Carneiro.

A estrutura física da Colônia Getúlio Vargas é composta por:

laboratórios, enfermarias masculinas e femininas, capela, casas para os albergados,
cemitério, diretoria, área de lazer, almoxarifado, administração entre outros.
Nos registros da Colônia o primeiro Diretor da instituição foi o dermatologista Dr. Edson
Augusto de Almeida, e como administrador o Sr. Belarmino Carneiro e tendo como capelão
o padre Fernando Abaht.

A Colônia chegou a albergar mais de duzentos internos, dentre
eles o primeiro paciente foi o Sr. João Ferreira da Silva na época tinha vinte seis anos de
idade natural do município de Campina Grande- PB

O leproso quando descoberto era levado para uma igreja, onde se erguia uma tenda de
pano preto defronte ao altar, onde o sofredor infectado se ajoelhava, enquanto isso uma
missa era proferida para ele. Logo após ele era levado para um leprosário, onde o padre,
como estivesse jogando poeira sobre uma cova, jogava poeira no doente e proferia estas
palavras: “Esteja morto para o mundo e novamente vivo para Deus”.

Os doentes sofriam preconceitos desde muito tempo, eles eram obrigados a usar roupas especiais ou algo que
os marcasse como impuros; tinham que carregar um sino ou bater dois pedaços de madeira
para avisar as pessoas sadias de sua aproximação, sob forma alguma podia tomar banho
no rio da cidade, não podiam também andar pelas ruas estreitas, pois as pessoas corriam
uma grande risco de encontrá-los, não podiam falar alto só murmurar para não espalhar seu
hálito sobre os outros, em muitas regiões eram proibidos de tocar em crianças, freqüentar
os mercados ou até mesmo entrar nas cidades

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