Agência francesa de saúde confirma: embutidos trazem risco de câncer

Autoridades francesas colocaram os embutidos na mira após a agência local de saúde confirmar uma ligação entre o risco de câncer e a exposição a nitritos. Em sua nota, a Agência Nacional de Segurança Alimentar (Anses) da França destacou os aditivos encontrados nas carnes processadas.

São essas substâncias que, por exemplo, conferem ao presunto a cor rosada ou que permitem aos alimentos um maior tempo de conservação. A confirmação da Anses é da “existência de uma associação entre o risco de cancro colorretal e a exposição a nitratos e nitritos”.

A agência francesa de saúde diz que sua análise de dados de publicações científicas sobre o assunto está em sintonia com a Organização Mundial da Saúde (OMS), que classificou as carnes processadas como cancerígenas em 2015 – em especial, os frios. As substâncias também são suspeitas de estarem associadas a outros cânceres, como de ovário, rim, pâncreas e mama.

Embutidos muito presentes no prato

Na França, os embutidos são consumidos por 94% da população, e de maneira regular. Um maior consumo desses compostos significa maior risco de câncer na população. A Anses aponta que os franceses estão expostos de maneira constante aos nitratos, que estão presentes também na água e nos vegetais (mas o problema mais grave está na presença deles nos embutidos). Essas substâncias compõem, naturalmente, o solo e se acumulam nas plantas.

Diante disso, a recomendação da Anses é de um consumo máximo de 150 gr semanais desses produtos. Segundo a agência francesa, a grande maioria dos franceses não ultrapassa as recomendações de doses diárias desses produtos, admitidas pela Autoridade Europeia de Saúde Alimentar (EFSA).

O governo francês anunciou que deve apresentar um plano de ação em breve sobre a redução do uso de nitritos nos alimentos. “Esta redução deve ser feita em um equilíbrio que garanta a segurança alimentar do consumidor”, escrevem em nota as autoridades locais, garantindo que seguirão as recomendações da Anses.

Imagem: Diana Taliun/iStock

Via Franceinfo e Rádio França Internacional

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