Bactéria perigosa que causa melioidose é encontrada nos EUA

A bactéria Burkholderia pseudomallei deixa algumas pessoas extremamente doentes quando são infectadas. Agora, a perigosa bactéria foi encontrada por autoridades de saúde dos Estados Unidos no solo e na água da região da costa do Golfo do Mississippi. Os médicos estão em alerta para o risco de casos da doença, chamada melioidose.

O perigo da bactéria é para pessoas diabéticas ou com doença renal crônica, pois pessoas saudáveis não desenvolvem a melioidose de forma grave. Os principais sintomas são febre, dor nas articulações, dor de cabeça, problemas pulmonares e infecções no sangue. Por se tratar de uma bactéria, o tratamento é feito com antibióticos.

Normalmente, a maioria dos casos ocorre em pessoas que moram ou viajaram para os lugares onde a Burkholderia pseudomallei é encontrada, ou mesmo associados a produtos contaminados importados da região. Ela ocorre naturalmente no sul e sudeste da Ásia e norte da Austrália.

O Brasil já registrou casos de melioidose no passado. O primeiro foi encontrado em 2003, no Ceará. Uma adolescente de 14 anos, saudável. Após um banho de açude, ela apresentou febre, calafrios, cefaleia holocraniana, uma dor ou pressão que envolve toda a cabeça, e vômitos após a alimentação. Dois dias depois, a menina passou a ter uma tosse seca persistente e dor no abdome superior.

Em seguida, a garota evoluiu para uma hipotensão, insuficiência respiratória e renal, acidose metabólica e choque séptico. Foi, então, que ela faleceu. Além da adolescente, dois irmãos também morreram com quadros clínicos semelhantes, sendo o primeiro dois dias antes e o outro dois dias depois dela. Todos apresentaram broncopneumonia grave e infecção generalizada.

O caso dos três irmãos foi seguido de outros registros de melioidose na zona rural do município de Tejuçuoca, de acordo com o governo do estado do Ceará. Desde 2017, as autoridades locais alertam que a doença simula outros quadros infecciosos. O diagnóstico e o tratamento precoces ajudam a evitar a morte, já que a bactéria tem alta taxa de letalidade.

melioidose
A melioidose já foi registrada no Brasil, com casos no estado do Ceará. Imagem: Jarun Ontakrai/Shutterstock

Casos nos Estados Unidos

Não se sabe há quanto tempo a bactéria está no ambiente no Golfo do Mississippi e onde mais pode ser encontrada nos EUA. As autoridades começaram as investigações no local por causa de dois casos de melioidose em pessoas que não se conheciam e vivem na região. A doença, porém, não é passada de pessoa para pessoa. Casos assim são extremamente raros.

Ao analisar amostras de solo e água dentro e ao redor das residências dos pacientes, as autoridades norte-americanas notaram a presença da bactéria. Eles acreditam que a Burkholderia pseudomallei está na região pelo menos desde 2020.

Assim, os Centros de Controle de Doenças dos EUA (CDC) aconselham moradores da área a tomarem precauções, como evitar contato com solo ou água barrenta, principalmente depois de chuvas fortes. Caso seja necessário esse contato, é preciso proteger possíveis feridas com roupas impermeáveis.

No caso de pessoas que trabalham com o solo, o uso de botas e luvas impermeáveis é imprescindível. “Dado o número muito pequeno de casos de melioidose identificados historicamente nos Estados Unidos, o CDC acredita que o risco de melioidose para a população em geral continua sendo muito baixo”, diz a agência.

Via: BBC

A bactéria Burkholderia pseudomallei deixa algumas pessoas extremamente doentes quando são infectadas. Agora, a perigosa bactéria foi encontrada por autoridades de saúde dos Estados Unidos no solo e na água da região da costa do Golfo do Mississippi. Os médicos estão em alerta para o risco de casos da doença, chamada melioidose.

O perigo da bactéria é para pessoas diabéticas ou com doença renal crônica, pois pessoas saudáveis não desenvolvem a melioidose de forma grave. Os principais sintomas são febre, dor nas articulações, dor de cabeça, problemas pulmonares e infecções no sangue. Por se tratar de uma bactéria, o tratamento é feito com antibióticos.

Normalmente, a maioria dos casos ocorre em pessoas que moram ou viajaram para os lugares onde a Burkholderia pseudomallei é encontrada, ou mesmo associados a produtos contaminados importados da região. Ela ocorre naturalmente no sul e sudeste da Ásia e norte da Austrália.

O Brasil já registrou casos de melioidose no passado. O primeiro foi encontrado em 2003, no Ceará. Uma adolescente de 14 anos, saudável. Após um banho de açude, ela apresentou febre, calafrios, cefaleia holocraniana, uma dor ou pressão que envolve toda a cabeça, e vômitos após a alimentação. Dois dias depois, a menina passou a ter uma tosse seca persistente e dor no abdome superior.

Em seguida, a garota evoluiu para uma hipotensão, insuficiência respiratória e renal, acidose metabólica e choque séptico. Foi, então, que ela faleceu. Além da adolescente, dois irmãos também morreram com quadros clínicos semelhantes, sendo o primeiro dois dias antes e o outro dois dias depois dela. Todos apresentaram broncopneumonia grave e infecção generalizada.

PUBLICIDADE

O caso dos três irmãos foi seguido de outros registros de melioidose na zona rural do município de Tejuçuoca, de acordo com o governo do estado do Ceará. Desde 2017, as autoridades locais alertam que a doença simula outros quadros infecciosos. O diagnóstico e o tratamento precoces ajudam a evitar a morte, já que a bactéria tem alta taxa de letalidade.

melioidose
A melioidose já foi registrada no Brasil, com casos no estado do Ceará. Imagem: Jarun Ontakrai/Shutterstock

Casos nos Estados Unidos

Não se sabe há quanto tempo a bactéria está no ambiente no Golfo do Mississippi e onde mais pode ser encontrada nos EUA. As autoridades começaram as investigações no local por causa de dois casos de melioidose em pessoas que não se conheciam e vivem na região. A doença, porém, não é passada de pessoa para pessoa. Casos assim são extremamente raros.

Ao analisar amostras de solo e água dentro e ao redor das residências dos pacientes, as autoridades norte-americanas notaram a presença da bactéria. Eles acreditam que a Burkholderia pseudomallei está na região pelo menos desde 2020.

Assim, os Centros de Controle de Doenças dos EUA (CDC) aconselham moradores da área a tomarem precauções, como evitar contato com solo ou água barrenta, principalmente depois de chuvas fortes. Caso seja necessário esse contato, é preciso proteger possíveis feridas com roupas impermeáveis.

No caso de pessoas que trabalham com o solo, o uso de botas e luvas impermeáveis é imprescindível. “Dado o número muito pequeno de casos de melioidose identificados historicamente nos Estados Unidos, o CDC acredita que o risco de melioidose para a população em geral continua sendo muito baixo”, diz a agência.

Via: BBC

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.