Bactérias que vivem na água podem ajudar a capturar CO2 na atmosfera da Terra

Como se sabe, o dióxido de carbono (CO2) é uma molécula importante e extremamente necessária para a vida na Terra. As plantas precisam desse gás para fazer a fotossíntese e produzir oxigênio, o que o torna essencial para a sobrevivência dos animais, incluindo, é claro, a espécie humana.

Embora essencial para a vida na Terra, o excesso de CO2 é extremamente prejudicial. Imagem: petrmalinak/Shutterstock

No entanto, o excesso de CO2 pode ter um efeito desastroso sobre os ecossistemas e contribuir para as mudanças climáticas. Por essa razão, os cientistas buscam saber como encontrar o equilíbrio necessário.

Com a ajuda da Canadian Light Source (CLS), na Universidade de Saskatchewan, pesquisadores da Universidade Simon Fraser, no Canadá, estão estudando como os organismos sentem e respondem a esse gás.

Segundo eles, essas investigações poderiam ajudar a avançar a saúde humana e ambiental e levar a novas estratégias para a captura de carbono.

Um artigo publicado na Nature Chemical Biology descreve o estudo de Dustin King, pesquisador de pós-doutorado no laboratório gerenciado pelo cientista David Vocadlo no Departamento de Química da da instituição, que, junto à sua equipe, examinou o importante papel que o CO2 desempenha nas cianobactérias – organismos fotossintéticos encontrados na água.

King explica que as cianobactérias usam carbono para criar nutrientes essenciais que sustentam seu ciclo de vida. “Elas são capazes de capturá-lo da atmosfera, corrigi-lo diretamente e adicioná-lo a moléculas orgânicas simples”, disse o pesquisador. “Entender como as cianobactérias regulam a fixação de CO2 pode nos dar um caminho para desenvolver tecnologias melhoradas de captura de CO2”.

Segundo ele, podemos ser capazes de alavancar o sistema dentro desses organismos, juntamente com os processos industriais, para ajudar a reduzir as emissões de CO2.

A equipe foi capaz de ver estruturas moleculares detalhadas e estudar como o CO2 se liga a uma proteína bacteriana. “Seria impossível fazê-lo sem a CLS porque precisamos de estruturas moleculares detalhadas de alta resolução”, afirmou King. “Ver como essas linhas de raios no CLS evoluíram tem sido simplesmente incrível. Agora, coletamos conjuntos de dados em questão de meio minuto ou mais, é incrível”.

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