Baixas taxas de vacinação em crianças já têm consequências, diz pediatra

O baixo índice de procura de vacinas para crianças já tem consequências preocupantes. A falta de imunização no público infantil, conforme especialistas, reflete diretamente na ocupação de leitos de enfermarias e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e na alta demanda em consultórios pediátricos.

A presidente da Associação Paraibana de Pediatria, Socorro Martins, participou do Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan João Pessoae explicou os riscos da baixa cobertura vacinal em crianças e do “comportamento temeroso das famílias” sobre os imunizantes.

“As doenças ressurgiram porque, quando se passam coberturas vacinais, aquele vírus e bactéria que estavam controlados voltam a circular com força, correndo um risco de sofrerem mutações. Esse temor, que não tem fundamentação, já tem uma repercussão direta”, ressaltou a médica.

Ouça a entrevista completa:

Hepatite misteriosa na Paraíba

Nesta segunda-feira (23), a Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou que está investigando o primeiro caso suspeito de hepatite aguda de origem desconhecida. Trata-se de uma criança de 7 anos, que está internada no Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), em João Pessoa.

De acordo com Socorro Martins, a doença que está sendo investigada tem um “desfecho clínico muito desfavorável”, quando comparada a outros tipos de hepatites. “Uma letalidade alta, com complicações, levando muitas vezes as crianças necessitam de transplante de fígado”, afirmou a médica.

A pediatra explicou ainda que os casos de hepatite de origem misteriosa não têm associação com a vacina contra o novo coronavírus. “A grande maioria das crianças que apresentaram essa hepatite fulminante, não tinham sido vacinadas – muitas não tinham nem idade para receber essa vacina [contra a Covid]. Não tem nenhuma relação, já está comprovado”, frisou ela.

Sintomas

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da OMS nas Américas e Caribe, os pacientes da hepatite aguda apresentaram sintomas gastrointestinais, incluindo dor abdominal, diarreia, vômitos, e icterícia (quando a pele e a parte branca dos olhos ficam amareladas).

Assim, segundo a pediatra, os pais devem ficar atentos aos sintomas em crianças e procurar atendimento médico.

Fonte: Portal T5

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