Black Friday ou fraude? Veja os golpes que pegam os clientes desprevenidos

A Black Friday está chegando e, com ela, diversas empresas do setor de varejo e lojas virtuais aparecerão com ofertas que, de tão boas que são, dá para desconfiar que seja fraude. E com o aumento exponencial de sites falsos — seja para aplicar golpes de phishing, ou só roubar seu dinheiro mesmo — parece cada vez mais difícil garantir que a compra é segura.

Leonardo Carissimi, diretor de cibersegurança e privacidade da Capgemini no Brasil, explica que existem diferentes tipos de golpes virtuais ocorrendo nesta época — e que, portanto, nem toda medida de proteção é igual.

“O crime cibernético cresce em todo o mundo, juntamente com o crescimento do comércio eletrônico”, lamenta. “Nos últimos 18 meses, por conta da pandemia, ambos cresceram consideravelmente no mundo todo.”

Phishing: o rei da Black “Fraude”

Para os compradores, por exemplo, os golpes mais comuns são o roubo de credenciais e dados bancários via phishing: crime que engana as pessoas para que compartilhem informações confidenciais como senhas e número de cartões de crédito. Fraudes, como promoções absurdas em sites pouco confiáveis, também se potencializam nessa época.

“No caso dos compradores, temos milhões de pessoas que são alvos de um número grande de pequenos criminosos, que tem por instrumento principal de ataque as falsas mensagens”, explica o especialista.

Anzol fisgando um cartão, ilustrando prejuízos do phishing
Phishing pode ser usado para roubo de credenciais e dinheiro (Imagem: wk1003mike/Shutterstock)

Através do phishing, os golpistas podem roubar credenciais de acesso em redes sociais, dados bancários e cartões de crédito — normalmente usado para extrair o dinheiro da vítima, ou em outros golpes. Mas a prevenção, afirma Carissimi, é possível:

“As mensagens promocionais recebidas via SMS, e-mail ou WhatsApp podem ser falsas. Analise com atenção antes de clicar em links que estas mensagens contenham. Em caso de dúvida, o comprador pode ir direto até o website do e-commerce confirmar se a promoção é legitima, sem clicar no link recebido.”

Compradores, atenção redobrada a sites falsos

Novo golpe no WhatsApp: mensagem com prêmio do aniversário de 30 anos da Amazon é falsa
Na dúvida, melhor comprar com empresas e sites já confiáveis (Imagem: Kasinv/iStock.com)

Na Black Friday, sites falsos, como promoções exageradas, como a do Golpe do Rayban, são um tipo de fraude que representa risco dobrado. Ao exigir cadastros prolongados, com informações sensíveis, os criminosos podem não só cobrar por produtos que nunca chegarão, mas também podem colher as informações em outros golpes.

Na maioria das vezes, detalhes como imagens de baixa qualidade, falta de certificados “https://” antes do endereço e erros de português já levantam suspeitas. Porém, existem outras formas de avaliar a legitimidade do site, como pesquisar sobre ele no portal do Consumidor e no ReclameAqui.

“Outro ponto importante além da atenção as mensagens é a reputação do e-commerce. Trata-se de uma empresa conhecida? Se for uma empresa nova, avalie na internet a sua reputação. Nesta época as fraudes são comuns e o comprador pode não receber o produto, mesmo tendo pago.”

Para lojas, Ransomware traz mais dor de cabeça na Black Friday

mulher frustrada enquanto computador está com caveira e ossos
Ataques que “sequestram” empresas podem representar prejuízo em dobro (Imagem: PR Image Factory/Shutterstock)

Se para os clientes a Black Friday é motivo para preocupação com golpes e outros tipos de fraude, para os lojistas, a preocupação é outra: os ataques de Ransomware.

“Ransomware é aquele ataque em que os dados da empresa são ‘sequestrados’ pelos criminosos, que cobram um resgate para permitir que a empresa volte a ter acesso a elee-commercess. O ‘sequestro’ se dá quando os criminosos invadem os sistemas da empresa e criptografam os dados com uma chave que apenas eles têm”, explica Carissimi.

Estas iniciativas se tornam ainda mais perigosas nessa época, já que além de roubar dados, podem suspender operações inteiras — causando prejuízo não só com a recompensa, mas com a redução das vendas.

“No caso do e-commerce, temos algumas poucas dezenas de empresas grandes que são alvo de criminosos organizados e bem financiados, que podem planejar e executar um ataque ao longo de semanas e causar prejuízos milionários.”

Imagem: SashaMagic/Shutterstoc

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