Bolsonaro confunde Biden com Trump, se corrige e avalia encontro como produtivo

O presidente Jair Bolsonaro errou o nome do presidente americano, Joe Biden, ao comentar, em live nesta sexta-feira (10), os encontros bilaterais que teve nos Estados Unidos na Cúpula das Américas. Ele disse que se encontrou com Trump. Em seguida, Bolsonaro se corrigiu e avaliou que a reunião entre ele e Biden foi produtiva.

“Ontem, estivemos com Trump, opa, desculpa o ato falho, Joe Biden, tratando de vários assuntos”, disse. “Na conversa reservada, que durou 30 minutos, tratamos de assuntos que interessam ao mundo. Senti confiança na conversa com ele. A preocupação dele é semelhante à nossa com as questões do mundo todo”, disse.

Para Bolsonaro, quem assistiu ao diálogo bilateral aberto ao público percebeu que “a defesa da democracia” é uma preocupação “de todos nós”. “Da Amazônia também. Ele [Joe Biden] falou de como seu país, os Estados Unidos, chegou a essa situação de poucas florestas, ao contrário do Brasil, com dois terços das matas preservados.”

Outro tema bastante discutido a partir da presença de Bolsonaro no evento internacional foi o caso do indigenista Bruno Araújo e do jornalista britânico Dom Phillips, desaparecidos no Vale do Javari, na região amazônica, desde o último domingo (5). Para o presidente, “o trabalho do Brasil tem sido enorme desde o primeiro dia”.

“Desde o primeiro dia que estavam desaparecidos, a Marinha entrou em campo, nos rios, refazendo os percursos previstos. Horas depois, entrou o Exército, a Força Aérea e a Polícia Federal. Temos vários indícios que podem levar à elucidação do caso. A gente pede a Deus que estejam vivos. Obviamente, a cada dia que passa, essa possibilidade diminui”, lamentou.

Dos combustíveis à pandemia

O chefe do Executivo brasileiro ainda destacou outros temas na live, como a alta dos combustíveis, corrupções do passado na Petrobras, spray nasal contra Covid-19 e resultados econômicos positivos. “Ontem saiu o Caged [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados], com saldo positivo de 200 mil empregos. Grande parte dos contratados foram jovens. […] Voltamos a ser a décima maior economia do mundo.”

A crise dos combustíveis, segundo ele, é fruto principalmente de rombos causados pela corrupção na Petrobras e da ausência de três refinarias que seriam construídas no Brasil pelo governo PT, mas não se concretizaram. Bolsonaro destacou, porém, os projetos políticos que podem amenizar os impactos aos consumidores.

“Sobre tributos, está sendo discutido um PL de teto de ICMS dos senhores governadores. Aprovando isso, que tem tudo para ser aprovado, já tem uma proposta de emenda à Constituição, essa apresentada por nós, onde nós vamos propor reduzir também imposto de combustíveis. E a diferença desse imposto que vai ser reduzido dos combustíveis, caso a redução seja em cima do ICMS dos governadores, nós vamos pagar essa parte dos governadores.”

Bolsonaro também voltou a criticar o isolamento social praticado durante a pandemia e rebateu as críticas que recebeu quando moveu uma delegação a Israel para observar estudos sobre um spray nasal. O presidente leu uma matéria na live sobre vacinas em spray como uma esperança para o fim da pandemia. Ele questinou os motivos de ter virado piada e ter sido “esculachado” quando tratou do tema. No entanto, não há relação entre os imunizantes aplicados no nariz citados no texto e o produto analisado pela comitiva em 2021.

Fonte: R7.com

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