Brasil pode ficar sem diesel se preço não aumentar, alerta Petrobras

Caso o governo continue segurando o preço do diesel, o Brasil pode ficar sem o combustível. É o que alertam executivos da Petrobras. Os avisos têm sido feitos desde o último ano, porém foram reforçados depois da decisão do governo Bolsonaro de demitir o presidente da estatal.

Antes de ser demitido, o presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho, havia alertado o Ministério de Minas e Energia sobre a possibilidade de falta de diesel. O documento apresentado ao governo mostrava o cenário de desabastecimento de diesel em pleno auge da colheita da soja, o que teria impacto direto no Produto Interno Bruto (PIB).

“Sem sinalização de que os preços de mercado serão mantidos adiante, há um risco concreto de escassez de diesel no auge da demanda, durante a temporada de colheita, afetando o PIB do Brasil”, diz o documento.

“Os estoques globais de diesel estão bem abaixo da média histórica”, diz o documento. “A Petrobras sozinha não pode resolver a alta global nos preços de energia”, complementa a apresentação.

Atualmente, cerca de 30% do diesel consumido no país é importado, porque as refinarias instaladas no Brasil não têm capacidade para refinar todo. As informações são da coluna de Valdo Cruz no G1. Por isso, se o preço lá fora fica mais caro do que no país, os importadores deixam de trazer o produto.

A saída para o governo evitar um desabastecimento seria a Petrobras bancar essa conta, importando o produto mais caro para vender mais barato no país.

Impacto da guerra

guerra entre Rússia e Ucrânia afetou diretamente os estoques do insumo no mundo, fazendo com que grandes exportadoras enviassem o diesel para a Europa, devido às sanções impostas ao petróleo russo. O Brasil deixa para importar o combustível de setembro em junho. Normalmente a carga vem do México em duas ou três semanas.

Os estoques de diesel no Brasil são suficientes para atender a, no máximo, um mês da demanda doméstica, disseram fontes à Reuters.

A Petrobras já tem buscado alternativas como fornecedores na África Ocidental ou na Índia, que demoram mais a chegar no país. Um carregamento da Índia, por exemplo, levaria 45 a 60 dias para desembarcar no Brasil.

Fonte: Yahoo finanças

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