Brasileiro é o primeiro infectado por varíola dos macacos na Alemanha

Nesta sexta-feira (20), a Alemanha anunciou seu primeiro caso de varíola dos macacos. O caso foi identificado pelo Instituto de Microbiologia da Bundeswehr em um brasileiro de 26 anos que está em isolamento.

O paciente apresentou erupções cutâneas, um dos sintomas característicos da doença, após chegar na Alemanha. O brasileiro passou por Portugal, Espanha e estava há mais de uma semana em Munique, no sul da Alemanha.

Já foram identificados casos da varíola dos macacos na Itália, Espanha, Reino Unido, Portugal e Suécia. Acredita-se que este é o maior surto da doença na Europa. Também foram identificados casos suspeitos no Canadá e Estados Unidos.

A varíola dos macacos está presente em algumas regiões da África e a nova onda de casos desperta a preocupação da doença estar se espalhando por outros lugares do mundo.

O que é a varíola dos macacos?

A varíola dos macacos é da mesma família da varíola convencional, erradicada no mundo todo em 1980. A dos macacos, no entanto, é considerada bem menos grave e ocorre principalmente em países da África Central e Ocidental.

Os sintomas são febre, dor de cabeça, apatia, inchaços, dor muscular e principalmente erupções na pele, que geralmente aparecem no rosto e depois vão para outras partes do corpo como mãos e as solas dos pés. Essas lesões geram coceira antes de cicatrizarem.

Varíola dos macacos: Estados Unidos confirmam primeiro caso da doença que já chegou na Europa
Imagem: OMS/CENTRO DE CONTROLE DE DOENÇAS DA NIGÉRIA

Normalmente, o período de incubação do vírus varia de sete a 21 dias. Porém, os sintomas começam a surgir entre 10 e 14 dias após a infecção. A transmissão é feita por meio de contato direto com animais ou pessoas contaminadas, além de objetos infectados.

Os homens são a maior parte dos infectados, principalmente aqueles que fazem sexo com outros homens. No entanto, não há qualquer evidência que prove que a varíola dos macacos pode ser transmitida sexualmente.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o risco endêmico da doença é extremamente baixo, pois a doença é uma zoonose, ou seja, transmitida de animais para seres humanos.

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