Como lidar com o desconforto de empréstimos para amigos e parentes

Dentro de uma mesma família ou grupo de amigos, personalidades e comportamentos muito distintos encontram uma “fórmula” para que haja um bom convívio. Essas diferenças também aparecem quando o assunto é dinheiro. Se você é aquela pessoa que tem mais facilidade para administrar os próprios recursos e consegue juntar dinheiro, é bem possível que já tenha passado pela situação de ser abordado por um parente ou amigo que estava buscando um empréstimo. Em muitas situações, ele é aquela figura que vive enrolada entre dívidas e está sempre passando por um sufoco financeiro.

 

A situação costuma ser muito delicada – obviamente por envolver relações pessoais -, portanto, não há uma orientação única que sirva para todos. No entanto, alguns cuidados podem ajudá-lo a evitar constrangimentos nesses casos.

 

O primeiro ponto a ser analisado é o nível de tolerância que você teria no caso de um calote. Se a pessoa lhe pedir e não te pagar, você conseguiria passar por cima disso sem prejuízo para a relação? Se isso for gerar um impasse no futuro, melhor lidar com o desconforto de falar “não” agora do que lidar com uma situação pior para as duas partes mais adiante.

 

Há quem peça o dinheiro por questões realmente urgentes e importantes – como um problema de saúde inesperado. Nesses casos, é compreensível que a relação pessoal sobreponha os critérios financeiros. Por outro lado, o pedido também pode vir para cobrir propósitos supérfluos de pessoas com mau histórico de pagamento, que recorrem a você justamente pelo apelo da proximidade social e por já terem algum tipo de restrição com bancos. Sendo assim, antes de aceitar, procure saber se a pessoa já tentou obter o empréstimo por bancos ou financeiras.

 

Para pessoas que possuem um histórico de mau pagador, às vezes, pode ser mais vantajoso dar o dinheiro do que emprestá-lo. Em um primeiro momento a ideia pode parecer absurda, mas há um conceito que o fundamenta muito bem: a chamada Lei da Reciprocidade. A psicologia social mostra que o nosso cérebro não gosta da ideia de que sejamos encarados como ingratos. Sendo assim, toda vez que alguém nos faz um favor, a necessidade de retribui-lo é um impulso muito forte.

 

Por esse motivo, se a pessoa pega o dinheiro emprestado com você e lhe paga, o sentimento de tranquilidade por ter quitado a pendência fará com que ela se sinta segura para pedir novamente quando quiser – e os riscos de calote aumentam. Por outro lado, se você der o dinheiro e deixar claro que não está mais disposto a repetir o gesto, o incômodo em não poder retribuir o favor deixará a pessoa tão desconfortável que dificilmente ela lhe pedirá dinheiro novamente.

Fonte: G1 / Samy Dana

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *