Dinheiro e amor combinam? Confira dicas para lidar com as finanças do casal

Quando o dinheiro sai pela porta, o amor sai pela janela. O ditado popular pode parecer exagerado, mas mostra a importância que as finanças têm no relacionamento amoroso. Bem, não só no relacionamento amoroso, mas em qualquer momento da vida pessoal.

Uma vida financeira desequilibrada traz angústia e pode levar até a quadros depressivos. A planejadora financeira Angela Nunes, da consultoria MoneyPlan, lembra que muitos divórcios têm origem nos problemas financeiros de um casal.

Pensando nisso, a coluna entrevistou, além de Angela, outras duas especialistas em finanças pessoais  – Paula Zogbi, analista de investimentos da Rico Investimentos e Simone Sgarbi, educadora financeira e criadora do canal @investir_eu — para orientar os casais desde o início do relacionamento a tratar o assunto com naturalidade e encontrar a melhor maneira de lidar com o dinheiro no dia a dia.

Confira, a seguir, as orientações das especialistas:

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1) Qual o melhor momento para falar de finanças?

Não é preciso falar de finanças logo no início de um relacionamento, mas já é possível ir observando a postura do par em relação ao assunto dinheiro, ensina Angela Nunes. “Observe se o par é uma pessoa organizada, que guarda dinheiro, que respeita o momento financeiro do outro. Ou se se trata de alguém que gasta sem pensar, que acumula dívidas e vive como se não existisse contas a pagar amanhã. Uma possível união entre a cigarra e a formiga é complicada, porque pode acabar que mais pra frente só um vai se preocupar com o dinheiro, enquanto o outro dilapida o patrimônio.”

Para Simone Sbgarbi, é preciso normalizar o assunto finanças. “Não é preciso perguntar o quanto o outro ganha ou se tem dívidas, mas dá para entender como essa pessoa se relaciona com questões financeiras. Na hora de dividir a conta o assunto também é um indicativo se estão na mesma página ou não e, se a pessoa valer a pena, vocês já podem começar a alinhar expectativas aí.”

2) Não se endivide para viver uma realidade que não é sua

Num começo de namoro, nem sempre a situação financeira de um é idêntica a do par. Nesse caso, é importante estabelecer limites para o que um pode ou não fazer. Às vezes, por vergonha, uma das partes da relação acaba se endividando para acompanhar o que o outro pode fazer ou para manter uma aparência que não condiz com a realidade.

QUANDO DECIDEM VIVER JUNTOS:

REPRODUÇÃO/PIXABAY

3) Conta conjunta ou separada?

Não existe uma receita única, cada casal deve decidir o que funciona melhor, dizem as especialistas.

Há casais que juntam todo o dinheiro em uma conta conjunta, pagam as despesas, separam o dinheiro para investimentos e o que sobra é dividido para despesas pessoais dos parceiros.

Outros casais preferem manter contas separadas. Nesse caso, uma medida prática e justa seria a contribuição com as despesas em comum de forma proporcional à renda de cada parceiro.

Por exemplo: a mulher recebe 60% da renda do casal e o homem, 40%. Nesse caso, uma boa dica é que a contribuição nas despesas mensais também ocorra nessa proporção: a esposa arca com 60% das despesas comuns da família e o marido, com 40%.

A questão é que o casal é livre para decidir como se dará o pagamento das despesas. O importante é que nenhum dos dois se sinta prejudicado e injustiçado na hora da divisão de contas. E por isso, a conversa sobre o tema é fundamental.

Paula Zogbi lembra que há aplicativos que permitem a divisão de contas, o que facilita não ter de ficar falando sobre o assunto ou fazendo contas.

“Nesse caso, é preciso definir com quanto cada um vai contribuir. Pode ser metade para cada um ou proporcional à renda de cada um. O que ganha mais contribui proporcionalmente mais.”

4) Mantenha um controle financeiro

Quando o casal já mora junto ou planeja construir um futuro em comum, é importante fazer um controle financeiro para organizar o orçamento e dessa forma saber quais são as receitas, despesas e valores que serão destinados ao sonhos futuros do casal, como férias ou compra da casa própria.

5) Separe um dinheiro para despesas pessoais

O casal também pode adotar uma espécie de “mesada” para cada um dos parceiros. A dica é estipular um valor fixo por mês para que cada um se sinta livre para usar esse dinheiro sem necessidade de prestar contas em relação ao gasto feito, a fim de manter a individualidade de cada um.

6) Planejem os sonhos em comum

Ilhas Maldivas, cobiçado destino de viagem

Ilhas Maldivas, cobiçado destino de viagem

Uma das melhores formas de conseguir guardar dinheiro é trazer os sonhos para dentro do relacionamento.

Interessante seria o casal se sentar e definir os objetivos de vida, tanto os da família como os individuais. Objetivos como a compra de um imóvel, o pagamento da faculdade de um filho, a viagem a dois, a troca do carro, a realização de uma pós-graduação e a transição de carreira são alguns exemplos.

Ter metas financeiras em conjunto ajuda não só na organização das finanças para casais e o planejamento do futuro a dois, como também fortalece a própria relação.

Saiba como criar e cumprir metas financeiras

7) Estabeleçam o regime de bens da relação

Ninguém gosta de pensar no fim de uma relação, mas isso sempre pode acontecer, seja por uma separação ou até pelo falecimento de um dos pares. Nesse momento, é importante saber quais os direitos do companheiro/cônjuge na relação. Um casal que vive junto mesmo sem ser casado está adotando o regime de comunhão parcial de bens, pelo qual tudo o que for obtido após o início da relação pertence a ambos.

Num começo de namoro, nem sempre a situação financeira de um é idêntica a do par. Nesse caso, é importante estabelecer limites para o que um pode ou não fazer. Às vezes, por vergonha, uma das partes da relação acaba se endividando para acompanhar o que o outro pode fazer ou para manter uma aparência que não condiz com a realidade.

Fonte: R7.com

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