Diretora da Precisa terá de ficar em silêncio “para todo o Brasil”, diz Aziz

O presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que se a diretora executiva da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, decidir ficar em silêncio no depoimento desta 3ª feira (13.jun.2021), terá de fazê-lo “para todo o Brasil”. Com isso, indicou que não livrará a depoente de comparecer à sessão de hoje.

Inicialmente, os advogados da farmacêutica chegaram ao Senado na manhã desta 3ª sem Medrades. Relataram ao senador Humberto Costa (PT-PE) que a diretora da Precisa prestou ontem (2ª) depoimento à PF (Polícia Federal) no inquérito que investiga a negociação de vacinas da Covaxin pelo Ministério da Saúde, na qual a farmacêutica representa o laboratório indiano Bharat Biotec. O teor da oitava já foi encaminhado à CPI.

“Nem tudo que a gente perguntar para ela tem a ver com os maus negócios da Precisa, né? Falcatruas e mais falcatruas que estão sendo descobertas e não só no governo federal, mas também no Distrito Federal. Onde a Global e a Precisa colocaram a mão, está claro para os brasileiros que houve coisas erradas”, declarou Aziz a jornalistas.

Poder360 apurou ainda que, na última 5ª feira (8.jun.2021), o sócio-administrador da Precisa, Francisco Emerson Maximiano, já havia procurado a PF para falar sobre o caso. A CPI convocou o empresário, mas adiou seu depoimento por tempo indeterminado após ele obter habeas corpus do STF (Supremo Tribunal Federal) para, na condição de investigado, não responder a perguntas que possam eventualmente incriminá-lo.

A defesa comunicou à comissão nesta 3ª que, se Emanuela Medrades comparecesse ao Senado, invocaria o mesmo direito. Ontem (2ª), o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux, concedeu a ela habeas corpus idêntico ao de Maximiano. À CPI, os advogados argumentaram que, como a interpretação sobre o que poderia incriminá-la seria “subjetiva”, a depoente permaneceria em silêncio em todo o depoimento.

De acordo com Humberto Costa, os advogados apresentaram a possibilidade de Medrades não comparecer como uma forma de “poupar o desgaste” tanto de senadores como da diretora da Precisa. O presidente da CPI, contudo, afirmou que abriria a sessão desta 3ª, tornando o comparecimento da depoente obrigatório.

Poder 360

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