EUA reassumem liderança na corrida dos supercomputadores; China se absteve da competição

Nesta segunda-feira (30), os Estados Unidos recuperaram a liderança na corrida dos supercomputadores graças ao novo e poderoso Frontier, que fica no Oak Ridge National Laboratory, no Tennessee. A máquina é um marco na tecnologia e tem capacidade de apresentar um desempenho de um quintilhão de operações por segundo, o que gera bilhões de cálculos rapidamente.

Na liderança

Para chegar ao posto, foram feitos vários testes padrões utilizados por pesquisadores para classificar supercomputadores.

Dentro da máquina, há uma rede de tubos que transportam água para resfriar milhares de chips. Para chegar ao marco na ciência, foram investidos US$ 1,8 bilhão para construir três sistemas com o mesmo desempenho.

Apesar de ser líder no setor, os cientistas afirmam que os supercomputadores da China podem ser mais rápidos, porém o país não participou desse ranking, conhecido como Top500.

Especialistas suspeitam que as tensões entre os Estados Unidos e a China podem ser a razão pela qual os chineses não enviaram os resultados dos testes.

A construção dos supercomputadores é uma forma dos países manterem uma competição internacional em busca dos melhores resultados em tecnologia, disputa que tem uma grande rivalidade entre EUA e China.

Os supercomputadores geralmente ocupam o espaço de uma sala e foram construídos para decifrar códigos e projetar armas, mas agora também desempenham papéis importantes no desenvolvimento de vacinas, testes de projetos de carros e modelagem de mudanças climáticas.

O campo foi dominado pela tecnologia dos EUA por décadas, mas a China se transformou em uma rival de peso e com muitos projetos audaciosos.

Frontier supercomputador
Supercomputador dos EUA assume posto de mais potente do mundo. Imagem: Oak Ridge National Laboratory/Hewlett Packard Enterprise

China ‘esconde jogo’

Um sistema chamado Sunway TaihuLight foi classificado como o mais rápido do mundo de 2016 a 2018. Além dele, a China foi responsável por 173 sistemas na lista Top500 mais recente, em comparação com 126 máquinas nos Estados Unidos.

O Japão também é um forte concorrente no setor e criou o sistema Fugaku, em Kobe, liderando o ranking em junho de 2020, substituindo um sistema IBM que também havia sido construído em Oak Ridge.

Frontier se destaca

Agora, o Frontier devolve a liderança ao laboratório. O sistema, construído pela Hewlett Packard Enterprise usando dois tipos de chips da Advanced Micro Devices, foi duas vezes mais rápido que o Fugaku nos testes usados ​​pela organização Top500.

“É um momento de orgulho para nossa nação. Isso nos mostra que ainda podemos ir atrás de algo maior”, disse Thomas Zacharia, diretor da Oak Ridge.

A construção do sistema, composto por 74 gabinetes de 8.000 libras cada um, enfrentou problemas por conta da pandemia, principalmente em razão da crise no fornecimento dos chips. Mesmo assim, os cientistas conseguiram obter êxito no desenvolvimento da supermáquina.

Via: The New York Times

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.