‘Falhou e falhou feio’, diz Mourão sobre denúncias contra Pedro Guimarães

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, repercutiu as denúncias de assédio sexual contra Pedro Guimarães, agora ex-presidente da Caixa. Em conversa com jornalistas na manhã desta sexta-feira (1), Mourão disse que “qualquer tipo de assedio de um superior ao subordinado é uma das piores coisas que pode acontecer”.

“Em termos operacionais, o trabalho do Pedro [Guimarães] foi muito bom. A Caixa avançou bastante ao longo desses anos, mas, lamentavelmente, nessa parte moral, falhou e falhou feio”, completou Mourão. Os casos de assédio teriam ocorrido contra empregadas do próprio banco. Após as denúncias, Guimarães deixou o banco. 

O vice-presidente comentou também a escolha de Daniella Marques para assumir a presidência do banco: “Já foram tomadas as providências. O Pedro saiu, está nomeada uma mulher. Foi muito eficaz para essa situação. Então, agora, é uma questão de processo em cima do ex-presidente da Caixa e ele que responda”, destacou Mourão.

Braço direito de Paulo Guedes, Daniella Marques era secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia até ser indicada para o cargo.

“Hoje, o ambiente de trabalho… Você tem que torná-lo mais agradável possível, não é simples trabalhar com pessoas, tem que saber quais são os limites, principalmente quando é chefe, até onde pode ter um determinado relacionamento com seu subordinado, seja ele homem ou mulher, então, isso é uma questão de bom senso”, finalizou Mourão.

PEC dos Combustíveis

Questionado sobre a PEC dos Combustíveis, o vice-presidente defendeu a proposta: “Vai amenizar, vai mitigar a situação das pessoas mais necessitadas. Somos um país onde a maior parte da carga é transportada em longas distâncias de caminhão. Então é uma forma de diminuir o preço dos fretes, que impactam no preço que (a população) compra no mercado. Era a solução possível”.

Sobre a PEC aprovada pelo Senado com a previsão de que seja reconhecido estado de emergência no país durante o ano de 2022, Mourão justificou que se deu em razão da dificuldade financeira enfrentada pela população: “A situação está difícil, não melhorou. Estamos arrecadando bem mais, então, o recurso existe, o problema é que para que ele fosse considerado exequível, foi aprovado o estado de emergência”, detalhou.

Fonte: R7.com

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