Luiz Philippe de Orleans e Bragança, é deputado federal e ascendente do último estadista brasileiro de renome, Dom Pedro II – imperador brasileiro que sofreu um golpe militar em 15 de novembro de 1889.

Segundo o deputado Luiz Philippe, “é fakenews que nunca houve fraude no nosso sistema eleitoral”.  Em publicação nas redes sociais, o monarquista diz que “houveram várias denúncias de fraude eleitoral no sistema eletrônico brasileiro. O TSE é que não as aceitou.” e “como não há juizado independente não é válido dizer que fraudes nunca ocorreram.”

Hackearam a democracia?

Neste final de semana vimos as afirmações de Bragança se tornando realidade parcialmente. O Tribunal Superior Eleitoral se mostrou frágil. Atingido por “problemas técnicos“ que afetaram a divulgação dos resultados, o sistema do TSE foi hackeado.

O hacker ético leandro Trindade destacou uma notícia sobre o vazamento de dados do Tribunal Superior Eleitoral:

“Só queria passar aqui para observar que o órgão que se afirma o mais seguro, responsável pelo processo eleitoral brasileiro, que por sinal é por via eletrônica em equipamento próprio, guarda suas senhas em claro. Permitam-se absorver essa informação por um minuto.””

notícia sobre hack do TSE

Nem a justiça confia no sistema eleitoral brasileiro

Atrasos, vazamentos de dados, operação com código fechado e pouco auditado, tudo isso contribui para a desconfiança do brasileiro sobre o processo eleitoral. Nem o próprio TSE confia nas urnas:

“O que a Justiça Eleitoral tem buscado fazer é tornar eventuais fraudes impingidas ao processo eleitoral inviáveis, impondo, ao eventual atacante, uma sucessão muito numerosa de barreiras, tornando o esforço de se atacar muito superior ao eventual benefício da fraude. Tais barreiras nem sempre ‘garantidamente’ impedem uma fraude, porém são concebidas de tal forma que o invasor ou atacante, em sua tentativa, com grande margem de certeza, deixe suas marcas, permitindo posterior identificação do autor, sua localização e o instante da ação do ataque”, afirma Giuseppe Janino, secretário de Tecnologia de Informação do TSE, em entrevista por e-mail ao UOL.

Blockchain pode ajudar?

Se o governo conta com sérios problemas na área de segurança da informação, os empreendedores brasileiros apostam em soluções inovadoras e seguras.

É o caso da OriginalMy, praticamente expulsa do Brasil devido ao excesso de burocracia, a empresa trabalha com soluções blockchain para tornar as eleições mais transparentes e seguras na Estônia. Pensando nas recentes acusações de fraude eleitoral, a engenhosidade brasileira criou o Hääl, um novo sistema usando o que temos de mais avançado em criptografia.

“É precisamente por isso que desenvolvemos o Hääl, reunindo o melhor dos dois mundos: a transparência e a auditabilidade das blockchains públicas e a privacidade e o sigilo das plataformas privadas. Você pode ler o whitepaper aqui e ver a prova de conceito aqui.

Isso é possível porque Hääl usa criptografia de última geração, como os zk-snarks (que significa  “Argumento não Interativo de Conhecimento Sucinto de Conhecimento Zero”, caso você esteja se perguntando), além de uma modificação do Endereço Stealth, originalmente do Bitcoin e agora adaptado à blockchain Ethereum, e o algoritmo Paillier de Criptografia Homomórfica. Entendeu?

Tenho certeza que sim, mas caso não tenha, não entre em pânico, eu explico. Estamos usando muita tecnologia avançada para garantir que possamos, ao mesmo tempo, ter um sistema de votação público e verificável, mas que ainda mantém o segredo de quem você votou.”

– afirma a página do OriginalMy.

A tecnologia já foi usada nas eleições de 2018 na Associação Brasileira de Fintechs e promete se espalhar pelo mundo conforme mais fraudes e problemas forem se confirmando em eleições nacionais e regionais.

Fonte: cointimes.com.br