Homicídios e roubos crescem no estado de São Paulo em abril

Os crimes que representam maior ameaça à vida e ao patrimônio cresceram no estado de São Paulo em abril em comparação com o mesmo período do ano passado, conforme as estatísticas divulgadas pela SSP (Secretaria da Segurança Pública) na quarta-feira (25). Os números indicam aumento de homicídios, latrocínios, roubos, estupros e furtos, entre outros.

Os homicídios dolosos (com intenção de matar) subiram 6,9% – de 215 em abril de 2021 para 230 casos em abril de 2022. O mesmo caminho tiveram os latrocínios – roubos seguidos de mortes – que cresceram de 13 para 16 casos, um aumento de 23%.

O crescimento de crimes exclusivamente contra o patrimônio também foi significativo. Os roubos saltaram 14,9% – de 16,7 mil ocorrências para 19,2 mil. Fenômeno semelhante se verificou em relação aos furtos: crescimento de 37,8%, saindo de 32,4 mil ocorrências para 44,7 mil.

Também cresceram crimes como estupros (7,1%) e furto de veículos (13,9%).

Procurada, a Secretaria da Segurança Pública não comentou o avanço dos números. A pasta defendeu em divulgação oficial que deve-se comparar os dados atuais com os de 2019, antes da pandemia de Covid-19. Por essa metodologia, seria possível notar queda atualmente em alguns índices, como queda nos estupros, nos roubos e furtos de veículos e nos roubos de carga.

A SSP, no entanto, tradicionalmente usa a mesma metodologia adotada pelo R7, e comparou as estatísticas dos meses passados de 2022 com os respectivos meses em 2021.

O ano de 2020 foi o que concentrou a maior parte das restrições impostas pela covid-19, como fechamento de comércios e serviços por tempo prolongado, o que reduziu significativamente a circulação de pessoas nas ruas naquele ano. Em 2021, parte das atividades voltaram a sofrer restrições parciais, por menor período.

Operação Sufoco

No início de maio de 2022, o governador Rodrigo Garcia lançou a Operação Sufoco prometendo que ela será uma resposta a ação de criminosos. A ação tem como objetivo combater crimes contra o patrimônio, golpes do Pix, furtos e roubos com falsos entregadores, em alta no estado.

A operação vai impactar o trânsito nas cidades, com blitze e outras ações, e o governo pediu a colaboração da população porque haverá patrulhamento aéreo e terrestre, com mais viaturas e motocicletas nas ruas.

“Bandidos escondidos atrás de capacetes, com mochilas de falso entregador, terão que mudar de profissão ou estado porque a polícia vai atrás deles e prendê-los. Bandido que levantar arma para polícia vai levar bala”, afirmou o governador.

A operação prevê 3.000 policiais militares e 500 policiais civis a mais diariamente. Não houve contratação, segundo o governo. Os agentes poderão optar por trabalhar no contraturno e receber remuneração pelo serviço, como já acontece na Dejem (Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar) e Operação Delegada.

Fonte: R7.com

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