Ibaneis cogita trocar Flávia Arruda por Damares: ‘Marido se coloca como candidato a governador’

O governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), admitiu a possibilidade de ter Damares Alves (Republicanos) como candidata ao Senado em sua chapa no lugar de Flávia Arruda (PL). O emedebista afirmou ao R7 que o assunto será definido nesta quarta (13), mas que Flávia, apesar de ter firmado acordo para se lançar com apoio de Ibaneis, “tem marido que se coloca como candidato a governador”.

A confusão ocorre em meio às indefinições provocadas pela possibilidade de o ex-governador José Roberto Arruda (PL), marido de Flávia, concorrer ao Buriti. Embora não confirme abertamente, Arruda conversa com aliados sobre a possibilidade de disputar o governo. O retorno do ex-governador ao cenário eleitoral também obrigou Ibaneis a escolher mais cedo um pré-candidato a vice, segundo apoiadores, para fortalecer a base aliada.

Existem conversas com a deputada federal Celina Leão (PP) e com o ex-governador Paulo Octávio (PSD). No entanto, segundo pessoas próximas ao governador, com Celina Leão como vice e Damares Alves como candidata da chapa ao Senado, Ibaneis garantiria um palanque para Bolsonaro no DF e seguraria o PP na base aliada.

O partido tem na Casa Civil e na presidência da Câmara, respectivamente, Ciro Nogueira e Arthur Lira, dois fortes aliados do presidente da República. Damares, também próxima de Bolsonaro, é candidata evangélica e pode ajudar a segurar essa parcela dos eleitores.

Aliados de Arruda, no entanto, afirmam que o ex-governador teria o apoio do presidente caso decidisse se lançar ao Buriti. Os dois são do mesmo partido: o PL.

Retorno de Arruda

Arruda voltou ao jogo eleitoral após o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, conceder uma liminar que suspendia os efeitos de duas condenações por improbidade administrativa contra ele. O ex-governador havia sido condenado em segunda instância pelo escândalo do mensalão do DEM e por causa da continuidade dos serviços da empresa Linknet no governo mesmo depois do fim do contrato.

Com a decisão, o ex-governador se tornou elegível. A decisão tem por base a nova lei da improbidade administrativa, que muda os prazos de prescrição do crime. O Supremo Tribunal Federal ainda precisa julgar a constitucionalidade do texto. O julgamento está marcado para 3 de agosto.

Fonte: R7.com

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.