Instagram incentiva distúrbios alimentares em jovens, diz processo

Duas famílias norte-americanas estão acusando o Instagram de ser responsável por estimular distúrbios alimentares em suas filhas adolescentes. A Meta, empresa-mãe da rede social, está enfrentando diversas denúncias por operar o Instagram sabendo de seu impacto negativo.

Segundo o site Insider, os processos foram registrados em São Francisco, na Califórnia. Uma das ações, em nome de uma família de Kentucky, alega que a rede social criou uma “tempestade perfeita” de vício, comparação social e exposição de conteúdos e produtos nocivos, resultando em “vários problemas emocionais, danos físicos e financeiros”.

Já a outra ação alega que o Instagram é um produto “excessivamente perigoso” da Meta e causou danos físicos e mentais de longo prazo em uma adolescente que terá sua vida “impactada para sempre”. Ambos os processos citam que as vítimas foram expostas ao Instagram desde os 12 anos, apesar de que a política da rede social exige que os usuários tenham no mínimo 13.

Lucro acima de tudo

Conforme um estudo, o Instagram teria lucrado US$ 227,9 milhões com conteúdos pró-distúrbio alimentar (Fonte: Shutterstock/Reprodução)Conforme um estudo, o Instagram teria lucrado US$ 227,9 milhões com conteúdos pró-distúrbio alimentar (Fonte: Shutterstock/Reprodução)Fonte:  Shutterstock 

Conforme a reportagem, a Meta não foi contatada imediatamente para comentar sobre o caso. Os processos seguem as denúncias de Frances Haugen, ex-funcionária do Facebook, onde pesquisas internas demonstraram que o Instagram é nocivo para a saúde mental de jovens adolescentes, causando problemas de imagem e até pensamentos suicidas.

O grupo de defesa infantil, Fairplay, publicou um relatório afirmando que Instagram lucra com conteúdos pró-distúrbio alimentar, “incentivando dietas restritivas e extrema perda de peso”. Segundo o estudo, a rede social teria ganhado cerca de US$ 227,9 milhões promovendo contas, imagens e vídeos sobre o assunto.

Ainda há esperança no Instagram

No entanto, ainda na plataforma, existem pessoas e comunidades dedicadas a lidar com assuntos como imagem, autoestima e saúde mental. O movimento #CorpoLivre (@movimentocorpolivre) traz como lema “Amar seu corpo é um ato revolucionário!” e apresenta inspirações diárias de corpos diversos e reais para auxiliar no processo de auto-amor.

Já Mirian Bottan (@mbottan) é uma mulher de 35 anos que, segundo sua bio do Instagram, traz uma conversa honesta sobre transtornos alimentares, comportamentos compulsivos e saúde mental — através de vídeos e posts educativos relatando sobre sua luta pessoal contra a bulimia e tudo que aprendeu até aqui.

Fontes

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