Irã realiza sua primeira execução pública em dois anos, afirma ONG

O Irã realizou sua primeira execução pública em mais de dois anos neste sábado, de acordo com a ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega. A organização condenou a prática “medieval” em meio a preocupações com uma crescente repressão na República Islâmica.

— A retomada dessa punição brutal em público visa assustar e intimidar as pessoas para que não protestem — disse o diretor do IHR, Mahmood Amiry-Moghaddam. — Podemos aumentar o custo de praticar essas ações medievais se as pessoas protestarem mais contra a pena de morte , em particular execuções públicas, e a comunidade internacional tomar uma posição forte.

Leia mais: Irã e UE concordam em retomar negociações nucleares em breve

Tribunal: Irã exige dos EUA indenização de US$ 4 bilhões por morte de cientistas nucleares

Iman Sabzikar, condenado pelo assassinato de um policial em fevereiro de 2022 na cidade de Shiraz, foi enforcado no início da manhã, informou a organização. A execução foi confirmada pela mídia estatal e pela Suprema Corte.

De acordo com o IHR, outros quatro homens também foram condenados à morte pelo assassinato de policiais e estão atualmente sob risco de execução.

Promessa: Líder supremo do Irã diz que é ‘absurdo’ pensar que o país irá produzir bomba atômica

No Irã, as execuções geralmente ocorrem a portas fechadas dentro das prisões. Segundo ativistas, elas são usados ​​como dissuasor, principalmente quando o crime envolve o assassinato de um membro das forças de segurança.

Nas últimas semanas, alguns ativistas manifestaram preocupação com a crescente repressão no país, que vive uma crise econômica. Segundo a ONG, a última execução pública ocorreu em 11 de junho de 2020, mas o número de execuções a porta fechada duplicou no primeiro semestre deste ano face a 2021.

Fonte: O Globo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.