Lula diz que Bolsonaro prejudicou governadores ao reduzir preço da gasolina

O ex-presidente Lula, pré-candidato do PT à Presidência, criticou a política sobre a gasolina e demais combustíveis do governo Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira, 20, durante evento em Garanhuns, em Pernambuco. O petista disse que recentes medidas do Palácio do Planalto para redução de preços são prejudiciais a governadores e Estados.

Lula se referia à aprovação do Congresso ao limite de cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, energia, transporte coletivo e comunicações. Esses itens passaram a ser classificados como essenciais e indispensáveis, o que impede que os Estados cobrem taxa superior à alíquota geral, que varia de 17% a 18%, dependendo da localidade.

Sancionada no fim de junho por Jair Bolsonaro, a lei tem objetivo de arrefecer a inflação, reduzindo os preços de produtos e serviços essenciais, como a gasolina. A nova legislação, contudo, incide diretamente na arrecadação dos Estados — o ICMS é um tributo estadual.

“O presidente prejudicou os governadores com essa redução do ICMS. Vai faltar dinheiro para educação e para a saúde. Espere o próximo ano para você vai ver. Tudo isso para ele reduzir a gasolina em 69 centavos”, afirmou Lula, nesta quarta-feira, em Pernambuco.

 

“No meu governo, vai ter gasolina ‘abrasileirada’”, acrescentou Lula. “Eu não posso pagar gasolina em dólar. Tem que pagar em real, que é o que eu recebo aqui.”

Neste ponto, o ex-presidente fez menção ao Preço de Paridade Internacional (PPI) instaurado no governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), em 2016, que toma custos de importação de combustíveis para definição de valores do mercado nacional.

Urnas eletrônicas

Durante o discurso desta quarta-feira em Pernambuco, Lula não comentou especificamente o encontro de Bolsonaro com embaixadores estrangeiros na segunda-feira, em Brasília, quando o presidente externou preocupação com a segurança do processo eleitoral brasileiro.

No entanto, Lula criticou a postura de contestação do futuro adversário a respeito da segurança de urnas eletrônicas e da apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Ele sabe que não pode vencer as eleições e está inventando mentiras contra urnas. Ele está querendo criar caso, desconfiando da urna. O que ele não quer é que o povo trabalhador desse país vote”, afirmou Lula.

Por fim, o petista ainda criticou o esforço do governo em aprovação a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Benefícios, ampliando o valor do Auxílio Brasil de agosto até dezembro para R$ 600, entre outras ajudas de cunho social. Lula incentivou a população presente a gastar a verba e depois rejeitar o atual governante.

“Ele criou um programa de três meses até dezembro, para agradar taxista, motorista, dando R$ 600. Não precisa ficar se fazendo de bobo. Esperem que caia o dinheiro, gastem e depois deem uma banana para ele.”

Antes de Lula, Geraldo Alckmin (PSB), vice na chapa, discursou para os apoiadores de Garanhuns, em participação breve, mas entusiasmada. A dupla segue em viagem por Pernambuco até esta quinta-feira.

Fonte: Revista OESTE

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