MP quer multa do TSE a Bolsonaro por propaganda antecipada

O Ministério Público Eleitoral pediu na 6ª feira (18.jun.2021) que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) multe o presidente Jair Bolsonaro e outros integrantes do governo por propaganda eleitoral antecipada. Mais cedo, ele recebeu e levantou uma camiseta com a mensagem “É melhor Jair se acostumando. Bolsonaro 2022” durante ato organizado para entregar títulos de propriedades rurais em Marabá (PA).

O vice-procurador-geral Eleitoral, Renato Brill de Góes, assina a representação. Segundo ele, “além do contexto dos discursos proferidos no evento, houve claro ato consciente de antecipação de campanha, o que é vedado pela legislação eleitoral”. Eis a íntegra da petição (849 KB).

Antes de mostrar a camiseta ao público e às câmeras, diz Brill de Góes, o presidente Jair Bolsonaro leu o que estava escrito na parte da frente do tecido.

O vice-PGE também pediu a aplicação de multa por uso indevido da máquina pública a outras autoridades, como o deputado federal Joaquim Passarinho (PSD-PA) e o secretário especial de Assuntos Fundiários, Luiz Nabhan Garcia. Entre eles, também está o pastor Silas Malafaia.

O pastor criticou, sem citar nomes, “o corrupto, bandido, que saqueou este país”.

Disse ainda que os inimigos do presidente Bolsonaro não prevalecerão. “Saquearam o país, a saúde, roubaram bilhões, esses são os verdadeiros genocidas. Se não têm hospitais e UTIs, é por causa dessa cambada de ladrões”.

Para o vice-procurador, a postura de presidente não se tratou de “mero ato público oficial típico de governo, mas sim de um verdadeiro ato público de campanha eleitoral antecipada, com promoção pessoal do representado Jair Messias Bolsonaro na condição de candidato às eleições de 2022”.

O EVENTO

O presidente Jair Bolsonaro disse na cerimônia que gostaria de ver governadores dos Estados andando ao lado da população e criticou a adoção de medidas restritivas durante a pandemia de covid-19.

Como eu gostaria que governadores fizessem o que eu faço. Na alegria ou na tristeza, nós temos que andar ao lado do povo, povo esse a quem nós políticos devemos lealdade absoluta”, disse Bolsonaro.

E completou, no fim do discurso: “Sentimos um pouco do que é a sanha ditatorial de alguns poucos governadores do Brasil que retiraram o direito de ir e vir de vocês. Nossa liberdade é nosso bem maior, maior mesmo que a nossa própria vida”.

A ministra Tereza Cristina (Agricultura), os ministros Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) e André Mendonça (Advocacia Geral da União) e o pastor Silas Malafaia acompanharam o presidente. Foi a 3ª vez que o chefe do Executivo visitou o Estado.

A ministra Tereza e o ministro André Mendonça usavam máscara. O presidente, o pastor Silas e o ministro Tarcísio não utilizavam o equipamento de proteção contra a covid-19.

Em determinado momento do evento, o presidente Bolsonaro pediu a remoção de cercas que bloqueavam o acesso da plateia e promoveu aglomeração.

Poder360

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *