Perito diz que poças de sangue no carro de Geffeson Moura demonstram demora no socorro e que cena do crime foi alterada

O perito Adriano Medeiros, da Polícia Civil da Paraíba, confirmou ao ClickPB as informações de que foram encontradas poças de sangue no carro de Geffeson Moura, de 32 anos, o que demonstra que houve demora no socorro do empresário baleado em operação da polícia sergipana em Santa Luzia, Sertão paraibano.

O rapaz foi assassinado com oito tiros, segundo informou a Polícia Civil paraibana, e sem chance de defesa. Sem saber o motivo. Além disso, todos os indícios apontam que a arma atribuída a Geffeson foi plantada pelos policiais sergipanos, até mesmo porque ela tem registro em Aracaju, Sergipe. O atentado ocorrido na madrugada da quarta-feira (17) completa, hoje (24), uma semana.

Os policiais sergipanos buscavam bandidos envolvidos com roubo de cargas e tráfico de drogas. Confundiram Geffeson com um dos criminosos. Não comunicaram sobre a operação com justa antecedência, apenas uma hora antes de agir.

A família, de luto, pede justiça. Geffeson estava indo a Cajazeiras para prestar suporte ao pai, que está com Covid-19. Parou para jantar em Soledade. Foi abordado e morto em Santa Luzia. Tratado como bandido.

Segundo o perito Adriano Medeiros confirmou ao ClickPB, havia no carro de Geffeson orifícios das balas que foram disparadas contra o empresário. Havia marcas de tiros no banco do motorista, no banco traseiro, e no apoio de cabeça do banco do carona, essa sem perfuração do outro lado.

As manchas de sangue revelaram a trajetória das balas e também a demora no socorro a Geffeson Moura. Segundo o perito, havia sangue gotejando em algumas partes do veículo, se derramando em outras e poças no banco do motorista, no banco do carona, para onde o corpo do rapaz pendeu e no porta objetos entre os dois bancos, o qual quase ficou cheio de sangue. Isso demonstra, segundo o profissional, que Geffeson foi deixado sangrando, sem ser socorrido de imediato.

O perito também confirmou que houve adulteração da cena do crime. O veículo deveria ter sido vistoriado ainda no local, mas isso não foi feito. Um dos policiais sergipanos dirigiu o carro da vítima até a Delegacia de Homicídios, o que alterou manchas de sangue e localização de balas e estojos de bala. Como a maior probabilidade é de que Geffeson tenha morrido ainda dentro do veículo, o perito também argumenta que a perícia no corpo dele deveria ter sido feita no local, sem alteração da posição em que se encontrava. Além disso, uma mala de Geffeson foi mexida no porta malas.

Click PB

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