Por que fazemos escolhas erradas?

Quando estamos diante de uma decisão, geralmente usamos a razão para pesar as probabilidades.

Como dito anteriormente, todos os dias as pessoas fazem escolhas, entre opções que nunca experimentaram e àquelas que já foram experimentadas.

No entanto, elas podem fazer certas escolhas rapidamente, e até com muita confiança, mesmo que de forma imprudente. Seja bom ou ruim, as escolhas tendem a ser influenciadas por condições do próprio processo de aprendizado passadas.

E quando estamos vivendo uma situação de aflição, onde não há uma experiência relevante passada, ainda podemos fazer uma escolha fácil?

Segundos psicólogos, para fazer isso, você deve ser capaz de atribuir um valor positivo à escolha feita. Mas, como isso pode ser feito na ausência de experiências passadas? A memória certamente modula a relação de valor e, portanto, a tomada de decisão.

Então, quando você olha para a sua vida no passado e pensa em algumas das escolhas erradas que você já fez é possível avaliar as decisões tomadas. E é possível que muitas pareçam ruins.

Há uma série de fatores que podem contribuir para que você faça escolhas erradas. Saber como esses processos funcionam e influenciar o seu pensamento, talvez seja o ideal para minimizar os problemas e passar a tomar melhores decisões no futuro.

Aqui selecionamos algumas dicas que podem ajudar você a se desviar das escolhas erradas.

1. Atalhos mentais enganam

Com o tempo esses atalhos acabam virando regras, ou melhor dizendo, vícios mentais. E isso prejudica que avaliemos cada situação de acordo como ela de fato se apresenta. Precisamos de atalhos mentais para tomar decisões rápidas, afirmam os psicólogos. Pois, se você precisa pensar em todos os cenários possíveis para cada decisão, provavelmente não conseguiria fazer nada naquele momento.

Por exemplo, quando precisamos escolher uma nova casa para morar. Podemos já ter como “regra” um local silencioso. E isso pode fazer com que ignoremos outras coisas importantes como a segurança do local, a infraestrutura do imóvel ou ainda o trânsito das proximidades. E a nova moradia acaba se tornando desconfortável.

Ao escolher a nova residência a partir de uma regra pré-estabelecida, a longo prazo essa decisão pode não se mostrar a mais acertada por não considerarmos outros fatores isoladamente.

2. Evite comparações a todo momento

         Se comparar com outras pessoas a todo momento lhe dá grandes chances de fazer escolhas erradas. 

         A comparação é uma das ferramentas usadas pelo ser humano para tomar decisões. Mas, quando há excesso de                        comparações, elas podem acabar sendo pobres e com o sentido deturpado. 

Por exemplo, ao iniciar uma academia, é normal que comparemos a nossa evolução com a de outras pessoas. Porém, quando fazemos isso em excesso, acabamos parando de ver de forma realista a nossa própria evolução. E isso pode culminar em uma decisão errada, como exceder os pesos e ocasionar em lesão, por exemplo. Por isso, modere as comparações. 

3. Otimismo em excesso

Parte dessa perspectiva excessivamente otimista está em acreditar que coisas ruins acontecem somente a outras pessoas, mas não a si mesmas. E isso pode culminar em decisões ruins.Pessoas que tendem a ter um otimismo exagerado podem acabar ficando fora da realidade. E, normalmente, estas pessoas tendem a ignorar os riscos.

Vamos usar como exemplo um comportamento de risco que é dirigir alcoolizado. Algumas pessoas podem acreditar em coisas como “dirijo melhor bêbado que sóbrio” ou “isso só acontece com o outro por que ele não é bom motorista” e muito mais. Porém, a decisão de continuar dirigindo alcoolizado devido a um excesso de otimismo pode ocasionar em acidente.

Então, qual impacto tem, afinal, nas decisões que você toma hoje em dia? Pense bem a respeito e identifique em si mesmo se as suas escolhas são influências ou mecanismos internos mentais que devem ser reavaliados.

Fonte: www.psicologo.com.br/

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