Reino Unido investiga suposto ataque cibernético da China contra a Ucrânia

Informações veiculadas pelo jornal britânico The Times apontam para milhares de tentativas de ataques cibernéticos em alvos da Ucrânia, supostamente orquestrados pelo governo China. A publicação acusa o país asiático de ter trabalhado nesta ofensiva pouco tempo antes da invasão russa neste ano.

A guerra da Rússia contra a Ucrânia já dura mais de um mês e vem escalando a tensão com novas acusações a cada dia. Na última semana, o alerta mais recente aponta para uma participação chinesa dentro do conflito, com ações de ciberataques focados em sites ucranianos, algum tempo antes do início da invasão.

O jornal também britânico The Guardian confirma que o governo do Reino Unido está investigando o suposto ataque virtual, com ajuda de seus aliados. A acusação da provável ofensiva chinesa sobre a Ucrânia envolve milhares de tentativas de invasão hacker em mais de 600 sites, incluindo até mesmo o do ministério da defesa ucraniana.

Supostos ataques foram intensos no dia 23 de fevereiro

O jornal aponta até mesmo sites responsáveis por assuntos nucleares na Ucrânia como alvos, com pico de atividade neste ataque cibernético que aconteceu no dia 23 de fevereiro. A data precede em um dia o início das ofensivas russas contra as forças de defesa ucranianas.

The Guardian, por outro lado, também afirma que nem o governo da Ucrânia, nem o do Reino Unido confirmam os ataques. Jamie MacColl, pesquisador no Royal United Services Institute for Defence and Security Studies, acredita que essa provável ofensiva virtual pode, se verdadeira, funcionar como uma espécie de análise da infraestrutura ucraniana, como conhecer os firewalls e as VPNs utilizadas no país.

Mesmo muito próximos fisicamente e dentro da diplomacia internacional, Rússia e China não estão oficialmente batalhando juntos na guerra contra a Ucrânia. O país asiático tem demonstrado preferir uma solução pacífica para todos os problemas causados pela invasão russa no território da Ucrânia.

Imagem destacada: Charnsitr/Shutterstock

Via: The Guardian.

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