Relacionamento ‘ioiô’ afeta não os casais, mas também as pessoas próximas

Termina, volta. Termina, volta. O chamado relacionamento ‘ioiô’, que é quando os casais se não se firmam e vivem entre brigas, términos e reatamentos. Na prática, esse tipo de relacionamento afeta não só o casal, como também familiares e amigos em comum.

“Instabilidade em relacionamento tem a ver diretamente com uma instabilidade emocional. Quando as pessoas estão psicologicamente instáveis, por diversos motivos, tudo fica mais incerto e mais sofrido. Só traz mais sofrimento e angustia”, ressalta o psicólogo Rafael Ribeiro, de São José dos Campos.

Segundo ele, uma maneira de evitar esse tipo de relação é o autocuidado. “Fazer psicoterapia é uma ótima ferramenta, mas não só ela. É ter uma jornada pessoal de autocuidado em todas as instâncias da vida, incluído os relacionamentos”, disse.

“É criar uma aura de verdade, onde o indivíduo então, consegue se compreender e consegue fazer escolhas verdadeiramente autenticas para si. Mas uma decisão plena, pautada na sua consciência e na sua verdade, não mascaras por sentimentos flutuantes e pressões internas e externas”, afirmou Ribeiro.

Ele também ressalta a situação das pessoas que estão em volta desses casais ‘ioiô’.

“Acredito que vivenciar tantos sentimentos assim, várias e várias vezes, gera um grande desgaste. Assim creio que ficam os amigos e familiares que acompanham de perto, gera esse cansaço emocional e psicológico em todos. Ver alguém que se ama nessa inconstância é extremamente sofrido, doloroso e pode vir a levar a dores ainda mais intensas”, disse.

Clareza

Para Tiago Vilela, músico e psicólogo de São José, muitas vezes essa instabilidade ocorre em função da falta de clareza do casal em relação às suas próprias expectativas e aos próprios sentimentos. “O casal se separa, mas não sabe ao certo porque está separando; e volta sem saber ao certo porque está voltando. A incerteza, por si só, já é uma fonte potencial de instabilidade”, disse.

“Outra situação muito comum é o que popularmente chamamos de medo de ficar sozinho, ou medo da solidão”, afirmou Vilela.

Segundo ele, para evitar esse tipo de relação, primeiro é preciso tomar consciência desse processo. “Muitas vezes o casal está tão adaptado às crises e tão acostumado a separar e voltar que já não consegue distinguir o saudável do prejudicial à qualidade de vida mental”, disse.

Ele também ressalta a importância de um processo de autoconhecimento e lembra ainda que é importante entender que as pessoas ao redor acabam se beneficiando, afetivamente, desse vínculo emocional. “O casal desfeito pode gerar uma sensação de vazio também no grupo social com quem o casal convive, o que pode resultar também em um processo de ansiedade coletiva”, disse.

Fonte: O vale

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