SP registra quase 400 crimes que citam apps de videochamadas

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) registrou, no período de pandemia, pelo menos 395 boletins de ocorrência que citam Skype, MeetTeams e outros softwares. Os aplicativos de videochamadas são citados em registros de ameaças, extorsões e outros crimes. A informação foi levantada pela agência Fiquem Sabendo, que solicitou as informações à pasta de segurança de SP.

Os casos, que foram registrados entre março do ano passado e maio deste ano, são em sua maioria no Zoom, com 211 casos (provavelmente por ser o mais popular dentre todos).

Depois do Zoom, aparece o Skype, com 105 registros em boletins de ocorrência, seguido por Google Meet (44), Microsoft Teams (29) e Hangouts (6).

Zoom

Não foi possível comparar o número de denúncias envolvendo os programas com períodos pré-pandemia, mas o indício é de aumento. Pode-se dizer que a popularização do home office impulsionou o uso de plataformas do tipo, já que até mesmo órgãos oficiais, como o Supremo Tribunal Federal (STF), adotaram o esquema de trabalho por videoconferências.

Crimes

Os documentos oficiais mencionam os programas em casos de crimes graves como “Satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente”; “Redução a condição análoga à de escravo”; “Divulgação de cena de estupro e imagens de nudez, sexo ou pornografia” e “Importunação sexual”.

Confira, a seguir, os principais crimes que citam os softwares de videochamadas.

  • Casos não criminais (101);
  • Estelionato (98);
  • Invasão de dispositivo informático (33);
  • Ameaça (19);
  • Extorsão (18);
  • Furto (18);
  • Injúria (14);
  • Delitos de Informática (7);
  • Roubo (6);
  • Calúnia (5).

Apesar da divulgação, a SSP-SP e delegacias regionais ainda não deram mais detalhes sobre nenhuma das ocorrências.

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