Youtuber Klebim nega lavagem de dinheiro e critica ‘lei pré-histórica’

O youtuber Kleber Ro

O youtuber Kleber Rodrigues de Moraes, o Klebim, disse neste domingo (27) que não há nada ilícito em suas atividades e criticou a falta de regulamentação em ações de marketing na internet. Em um vídeo obtido pela Record TV, o influenciador falou sobre o caso em que é suspeito de liderar uma associação criminosa interestadual que praticava jogo de azar e lavagem de dinheiro.

“Devido a uma lei da década de 1940, isso [ações de marketing online] nunca se regulamentou. […] Quero dizer que confio no Poder Judiciário. Sei que tudo isso vai ser esclarecido, vai ser resolvido. Mas uma lei ‘pré-histórica’, uma lei da década de 1940 não vale!”, opinou. “Vivemos em um mundo digital e precisamos que essa lei seja atualizada”, concluiu.

Klebim havia sido preso pela Polícia Civil do DF na última segunda-feira (21), pela suspeita de que ele integra uma associação criminosa interestadual que praticava jogo de azar e lavagem de dinheiro. No entanto, na sexta-feira (25), a Justiça do DF não aceitou o pedido de prisão preventiva contra ele e outras três pessoas. Com isso, a prisão temporária foi revogada no início da madrugada deste sábado (26) e o influenciador foi liberado — mas terá que usar tornozeleira eletrônica.

Youtuber Klebim

Youtuber Klebim

REDES SOCIAIS/REPRODUÇÃO

Segundo a investigação da Corpatri, o grupo atuava desde 2021 no sorteio de veículos por meio de rifas e fazia a lavagem do dinheiro por empresas de fachada e testas de ferro. O esquema, de acordo com a polícia, “era altamente lucrativo, e apurou-se que os criminosos movimentaram R$ 20 milhões em apenas dois anos”. De acordo com a polícia, além de não ter autorização para fazer as rifas, o grupo realizava os sorteios sem efetivar o recolhimento de impostos e fazia a lavagem do dinheiro comprando novos carros para continuar o esquema.

Klebim tem quase 4 milhões de seguidores: 1,5 milhão na página pessoal do Instagram, 1,3 milhão na página da empresa EstiboDub e 1,27 milhão no canal da empresa no YouTube. Pelas redes sociais, ele promovia rifa de veículos de forma proibida. Os veículos eram preparados com rodas, suspensão e som especiais, e as rifas, anunciadas no sítio eletrônico dfrifas.com.br.

Fonte: R7.com

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